segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Gigantes S. Mangualde 5 A. Acad. Viseu 5

Mais um jogo bastante disputado era o que esperava as duas equipas em confronto e foi o que veio a acontecer durante os 40 minutos.

A equipa mangualdenses entrou algo nervosa com a pressão defensiva adversária logo à saída da bola do seu guardião todavia aos poucos a tranquilidade acabou por aparecer. À passagem do minuto 5 Rui Marques abre o activo para os homens da casa fazendo passar o esférico por entre as pernas do guarda redes contrário. Um minuto depois e com alguma sorte à mistura a bola ressalta para António no meio da área que só teve de encostar para o golo. Os forasteiros responderam prontamente e na sequência da marcação de um canto, marcam um golo pouco frequente no futsal, de cabeça no meio da área. Dois minutos depois os viseenses por muito pouco não empatam a partida, dado que o jogador chegou atrasado para fazer a emenda, com a baliza completamente desguarnecida. Os mangualdenses também iam criando perigo e Luís, depois de um bom trabalho e tabelando com um colega, remata fraco ao lado da baliza contrária. Nos minutos seguintes duas boas intervenções de ambos os guardiões mantiveram inalterado o marcador. A 5 minutos do fim desta etapa inicial a dupla de arbitragem não marca um falta clara sobre Renato, e de imediato os visitantes recuperam o esférico e aproveitam o erro para colocar tudo na estaca zero. 30 segundos após este lance, o mesmo Renato é carregado dentro da área contrária dando lugar à marcação de uma grande penalidade. Pitinha chamado à conversão não desaproveitou a ocasião para dar de novo vantagem aos homens da casa (3-2). Nos últimos minutos Décio, o guarda-redes do Gigantes, chamado a intervir por duas ocasiões, salvaguardou a vantagem até ao intervalo.

O segunda parte começou com ritmo intenso de parte a parte continuando ambos os guarda redes em bom nível. Decorridos 3 minutos António biza, marcando o 4.º golo dos mangualdenses (4-2). Aos 16 minutos, no seguimento de uma jogada ofensiva Luís lesiona-se e fica fora do lance. Os homens de Rui Almeida, aproveitam para atacar de imediato em superioridade numérica tendo conseguido reduzir o marcador para a diferença mínima. Este lance levantou algum sururu entre ambas as equipas pois, tal como já tinha acontecido neste mesmo jogo em que o encontro foi suspenso para assistência a um jogador dos visieenses, os mangualdenses não gostaram que o jogo tivesse continuado sem se prestar a assistência a um colega lesionado, embora este estivesse de fora das quatro linhas. A designação Fair-Play parece que pode ser entendida de várias formas...uma quando é a favor e outra quando é contra...uma quando o jogador está dentro das 4 linhas e outra quando está fora...

Ainda um pouco desconcentrados com o sucedido os mangualdenses voltaram a permitir novo golo logo um minuto depois. Estava feito o empate e o jogo estava em aberto quando restava ainda muito tempo para jogar (15 m). Até ao fim o jogo tornou-se mais quezilento e assistiu-se a um acumular de faltas, primeiro dos homens da casa e depois dos forasteiros. A sete minutos do fim os forasteiros respiraram fundo quando vêm num lance de mau alivio o esférico a embater no poste da sua baliza. Décio, que diga-se fez um excelente jogo, volta a estar em grande a cinco minutos do fim do encontro ante um adversário isolado. Logo de seguida segunda bola no poste da baliza contrária desta feita a cabeceamento de António. A vontade de vencer de ambas as partes era enorme e os forasteiros foram os primeiros a arriscar jogando com guarda redes avançado, estratégia que surtiu efeito pois a 3 minutos do apito final, alcançam o 5.º golo e passam pela primeira vez no encontro para a dianteira do marcador. Correndo em busca do prejuízo o Gigantes apostou também no guarda redes avançado. Os mangualdenses dispuseram de duas ocasiões soberanas para marcar, mas primeiro Pitinha e depois Rui Marques, não concretizaram com êxito, os livres de 10 metros marcados a favor da sua equipa. A 1.19 m do términus do encontro Rui Marques aparece ao segundo poste a finalizar uma bonita jogada dos mangualdenses. A 15 segundos do último apito, o mesmo Rui Marques é rasteirado, quando se preparava para ficar isolado mas a dupla de arbitragem entendeu, erradamente, que o mesmo havia simulado a falta, tendo visto o cartão amarelo.

A existir um vencedor esse só poderia ser o Gigantes, atentas as situações que desperdiçou e os momentos em que o fez. O empate aceita-se num jogo nem sempre bem jogado mas de bastante entrega dos jogadores de ambas as equipas. Neste campeonato extremamente competitivo por vezes os pormenores são importantes e neste caso, o fair-play, ou a falta dele, acabou por prejudicar os mangualdenses. As atitudes ficam com quem as pratica.

A dupla de arbitragem não teve uma tarefa fácil e tal como os jogadores também não acertam sempre.

A próxima jornada realiza-se no próximo dia 20 de Novembro, pelas 21 horas, deslocando-se a equipa do Gigantes ao Pavilhão do Inatel, em Viseu, para defrontar a formação do Gumirães.

1 comentário:

Anónimo disse...

Sr. comentador, não sei se está a ser amigo da AAV ou do árbitro, mas o jogador dos Gigantes estava com metade do corpo fora e metade do corpo dentro do campo!

Estive lá e vi, ninguém me informou!

Cumprimentos!